O Carnaval das criptomoedas

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Bem, antes de tudo, vamos à definição de criptomoedas: trata-se de uma moeda virtual, sem lastro físico , sem controle de um banco central e que utiliza um sistema de criptografia (chamado Blockchain) para assegurar sua validade. A forma mais tradicional de obtê-las é através de um processo chamado mining, onde computadores resolvem equações matemáticas, que se tornam cada vez mais complexas. O exemplo mais famoso (e o primeiro) de criptomoeda é o Bitcoin, criado em 2008. [ Trivia: até hoje não sabemos quem é o criador do Bitcoin, que usa o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, mas na realidade pode ser qualquer pessoa do mundo, como o cantor Naldo, por exemplo.]

Hoje, o processo de mining de criptomoedas consome mais energia do que 159 países.

É  uma ideia inovadora e disruptiva, sem dúvida. Mais: nos trouxe o Blockchain, que pode revolucionar diversos setores,  validando contratos financeiros, jurídicos, guardando históricos médicos e mapeando o histórico de produtos. Hoje em dia o Blockchain já é utilizado para rastrear a origem de diamantes, por exemplo, para evitar o comércio dos chamados “blood diamonds”.

Mas aí a cuíca chora e começa o Carnaval. Vamos a alguns exemplos:

  • Hoje já existem mais de 1200 criptomoedas diferentes. Yep.
  • A Kodak ressurgiu do purgatório lançando uma máquina para minerar Bitcoins, com o custo de U$ 3,4 mil, além de sua própria criptomoeda. Resultado: suas ações subiram mais de 40%.
  • Lembra do Dodge? É um simpático cão que foi meme lá pelos idos de 2011 e 2012. Como brincadeira, alguns gaiatos resolveram lançar o Dodge Coin. Hoje, esse Dodge Coin já movimenta um mercado de U$ 2 bilhões.
  • A Sexcoin é uma moeda em circulação que permite, em teoria, a compra de “produtos adultos”
  • A Putin Classic foi criada para prestar homenagem ao neo-Czar da Rússia e ser o “primeiro tributo em uma moeda”. Acho que alguém esqueceu de checar a ideia com a Rainha da Inglaterra, mas enfim…
  • E é claro que, do outro lado do Atlântico, temos a Trump Coin, um crito-tributo para o 45o presidente dos EUA e para ajudá-lo “Make America Great Again”
  • E a lista continua….

Enquanto isso, a China proibiu o uso de Bitcoins no país e deve criar a sua própria moeda oficial. Logo ao lado, a Coréia do Sul irá impedir a circulação de qualquer criptomoeda, partindo para um modelo semelhante. Os fatos são importantes porque ambos os países são os que mais transacionam moedas digitais.

O ponto é que , após a explosão cambriana das criptomoedas, um asteróide certamente fará evaporar a maior parte dessas moedas. Mas não será uma hecatombe universal. Em um processo de acomodamento de um mercado sem regras e rédeas, algumas criptomoedas, com funções úteis e aceitação como meio efetivo de pagamento, sobreviverão. A pergunta é: quantas? E quais?

Não sabemos a resposta ainda. Mas é sempre bom se manter afastado dessa folia e esperar a chegada do asteróide, de preferência esticado em uma cadeira ao sol e tomando uma bela limonada. Até lá, amigos.

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Prazer, Dodge

 

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